A História da Política Externa Chinesa
Luana Vergas discorre sobre a política externa adotada pela China. Primeiramente será feito um breve enquadramento cultural, seguido de um alinhamento histórico e por fim será abordada a atual política externa chinesa.
Antes do século XIX havia um forte desinteresse em relação a outos países e ao internacional por parte da China, de tal forma que nem sequer havia caracteres chineses para as palavras “internacional”, “raça” e “país”. Contrariamente ao Ocidente, que considera a ordem internacional como um “palco de competição entre Estados iguais”, a China acredita na sua superioridade na ordem internacional, a sua cultura é assente na conceção hierárquica, tanto a nível interno como externo.
A 1 de outubro de 1949, Mao Zedong, líder do Partido Comunista, estabeleceu a República Popular da China e alterou a política externa chinesa para o combate ao imperialismo. Essa abordagem foi abandonada na década de 70, quando Deng Xiaoping subiu ao poder e passou a promover a modernização do país, reformas políticas e económicas. Algumas das medidas de Deng Xiaoping consistiram na permissão para os camponeses poderem vender parte da sua produção no mercado livre, descoletivização da agricultura, criação das Zonas Económicas Especiais, substituição das subvenções do Estado por empréstimos bancários e permissão para cidades costeiras atraírem investimento estrangeiro.
Hoje em dia, um dos principais objetivos da política externa chinesa é a sua afirmação enquanto grande potência no sistema internacional. Em 2011, devido ao seu intenso desenvolvimento económico, a China tornou-se a segunda maior potência económica mundial, detendo uma grande capacidade económica capaz de influenciar as ações de outros países. A República Popular da China também tem investido cada vez mais nas Forças Armadas, aumentando assim a sua capacidade militar. Este aumento no orçamento militar deixa diversos países alerta e desconfiados em relação à China.
Diversos autores têm diversos pontos de vista em relação à política externa chinesa, no entanto, destacam se três objetivos principais na política externa da República Popular da China: garantir a soberania e integridade territorial, o desenvolvimento económico e, por último, passar a imagem de que a China procura preservar a paz e a sociedade harmoniosa e não constitui uma ameaça para a ordem internacional.
Como já foi referido anteriormente, os acontecimentos históricos têm uma grande influencia na política externa chinesa, o nacionalismo enraizado nesta população e a sua lembrança do “Século de Humilhações”, são dois fatores que levam a uma relutância por parte da China em cooperar com as economias euro-americanas, mesmo sabendo a importância de tal cooperação.
Luana Vergas, nº229318

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