O legado Soviético no bloco chinês
O legado Soviético no bloco chinês
Na presente análise,
Gonçalo Costa argumenta que a China de Xi JinPing herdeira das reformas de Deng
Xiaoping abandonou a política ortodoxa soviética da expansão das teses
socialistas pelo mundo, mas sim uma visão de domínio económico sobre os países
da comunidade internacional, entrando em rotura com o modelo soviético.
O mundo bipolar da guerra
fria entre o bloco norte-americano e bloco soviético colapsou com o fim da URSS
no início dos anos 90. Porém, uma das nações socialistas com uma certarivalidade no que toca as teses marxistas (marxismo-leninista vs maoismo)
estava dado como garantido que iria ter o mesmo fim que a URSS. É importante
realçar que este a rivalidade não havia durante a era Estalinista dado que o
líder chinês Mao Tsé-Tung era um admirador do líder soviético, contundo a
ascensão de Nikita Khrushchev e a sua rutura com a era Estaline conduziu a
rotura sino-soviética.
No fim dos anos 70 e
inícios dos anos 80 Deng Xiaoping ascende no comité central chinês e coloca em
prática um conjunto de reformas económicas que serão denominadas por
“socialismo de mercado”. Estas reformas conduziram a “boom” da economia chinesa
através da fixação de multinacionais na china e de empresas do próprio Estado
Chinês, tendo como um fator aliciante, a mão de obra barata. As criações das
zonas económicas especiais serviram como pontos de referência de entrada de
capitais estrangeiros na china, mas também deu início a implementação de uma
economia de mercado. Por oura palavras, a china conseguiu implementar uma Perestroika
bem-sucedida ao contrário da URSS.
Com isto, chegamos a contemporaneidade a era
Xin Jinping. O líder chinês que herdou arquitetora reformista da china de Deng
Xiaoping não ficou somente no herdar, seguido o caminho da modernização das reformas. É importante frisar que as
reformas de Deng provocaram uma “mutação ideológica” nas teses marxistas tanto na raiz do
pensamento de marx como no pensamento de mao. Xi Jinping tem vindo afirmar o poderio da china através da sua hegemonia económica, é notório observar que a
china não procura o alastrar das teses revolucionárias no mundo, não procura financiar
e apoiar revoluções socialistas, mas sim o controlo dos países através das
fragilidades dos países provocados pelas dividas públicas. Neste campo podemos
argumentar que XI Jinping tem vindo abordar uma visão nacional-socialista.
Neste momento é importante
perceber a visão do nacionalismo e do internacionalismo no socialismo sempre
foi uma enorme disputa no seio do debate ideológico na família socialista.
Basta relembrar o embate entre a revolução permanente de Trótski e o socialismo
num só país de Estaline. A política
externa de Xi Jinping vai beber na fonte do socialismo num só país não
por acreditar na expansão do socialismo através de uma supernação socialista, a
URSS, mas sim na expansão de uma nação socialista, a China enquanto uma
superpotência que controla as economias dos países na comunidade internacional.
Ou seja, a visão de Xi
Jinping é nacionalista e não internacionalista, a China de Xi Jinping acredita
que a revolução socialista alcança o seu auge numa revolução a nível nacional e
compete a esse estado se fortalecer e alcançar o estatuto de Superpotência no
panorama internacional. E a forma que Xi recorreu para combater o argumento do
socialismo internacionalista de que uma revolução socialista a nível nacional
fracassa porque os meios de produção burgueses extravasam as fronteiras foi
contornada pela aplicação do socialismo de mercado (adoção do livre mercado) e a criação das ZEE. Xi e os seus
antecessores perceberam que era possível adotar uma revolução socialista
somente na esfera nacional, porém teriam de abdicar da economia planifica dando
início a uma “mutação ideológica”.
Evidente que a República
Popular da China soube corrigir as falhas do sistema soviético e conseguiu
perceber como jogar contra o imperialismo norte-americano, mas o facto que ao contrario da URSS a China tem vindo manter posições neutrais no que toca a conflitos internacionais. Basta verificar a forma
como a China está a ultrapassar os EUA no campo económico. Dito isto, Xi Jinping está a conduzir a
china a uma era de prosperidade, agora só nos resta observar se a ordem
mundial vai sucumbir ao sistema socialista Chinês ou se vai resistir.
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