A covid-19 e a recessão económica europeia

 


Chirley Milisse defende que a pandemia que tem assolado o mundo, causou um declínio na economia europeia, mas os países estão a conseguir reerguer se.

Inicio da pandemia Covid-19

A organização mundial da saúde (OMS), recebeu um alerta aos 31 de dezembro de 2019 sobre vários casos de pneumonia nas cidades de Wuhan, na província de Hubei, na República popular da China. Tratava-se de um novo tipo de coronavírus que jamais havia sido detetado no ser humano. Ao 7 de janeiro de 2020, as autoridades chinesas confirmaram que haviam detetado um novo tipo de coronavírus. Os coronavírus são a segunda causa principal causa de resfriados, e até os últimos decénios, não causava doenças mais graves em seres humanos do que apenas um resfriado.

O que é a Covid-19

Covid-19 foi um nome atribuído pela organização mundial da saúde (OMS), á doença provocada pelo coronavírus SARS-COV-2, que tem a capacidade de causar infeção respiratória rave como a pneumonia.  

Diferença entre COVID-19e SARS-COV-2

O SARS-COV-2 é o nome dado ao coronavírus que foi tentado na cidade de wuham na China no final de 2019, e que tem como significado “síndrome respiratória gauda grave-coronavírus 2” e por outo lado a COVID-19 é a doença que é causada pela infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2.

Sintomas

-Febre

-Tosse

-Dificuldade respiratória

-Perda total ou parcial do olfato

-Vómitos e diarreias  

pode em casos muito graves causar insuficiência respiratória grave.

 

Contração da economia na Europa devido a crise pandémica

 

A crise pandémica torna-se maior que a crise financeira de 2009

A economia da zona euro caiu cerca de 6,8% em 2020, ano de início da pandemia. A queda da economia foi a maior queda que desde a criação do euro.  

De acordo com o Eurostat, no ano de 2020, tendo em conta os dados trimestrais e da sazonalidade o PIB caiu 6,8% na zona euro e 6,4 na União Europeia. Dados maiores do que os da recessão da crise financeira de 2009 que foi 4,3% na União Europeia e 4,5% na zona euro, por essa razão torna-se a maior queda da economia.



Fonte: Pordata. Variação do PIB na União Europeia e na zona Euro.

Países do sul da europa os mais afetados pela crise pandémica

Segundo a Comissão Europeia as regiões menos desenvolvidas foram as que mais foram afetadas pelo excesso de mortalidade. Em assuntos de economia, os países do sul da União Europeia, um exemplo concreto é Portugal.

Os países do Sul por terem mais dependentes do turismo e serviços de proximidade, a pandemia teve o maior impacto nas suas economias.

Apesar da queda da zona euro, houve um crescimento de alguns países no quarto trimestre de 2020.

No quarto trimestre o PIB da zona Euro contraiu 0,7% em cadeia e 5,15 em termos homólogos e na União Europeia contraiu 0,5% em cadeia e 4,8% em termos homólogos. Portugal por exemplo o seu PIB cresceu 0,4% em cadeia e 5,9% em termos homólogos.

Neste caso Portugal sofreu maior queda no segundo trimestre da pandemia (no pinco) e recuperou no quarto trimestre (2020).

Para além de Portugal ter crescido no quarto trimestre de 2020, mais sete países também tiveram crescimento em cadeia, inclusive Espanha com 0,4%.

Mas por outro lado a França e a Itália a cair 1,3% e 2% no quarto trimestre caíram novamente, mas no terceiro trimestre tinha recuperado.  

A maior das quedas em cadeia foi na Áustria com o PIB de 4,3% no quarto trimestre em relação ao terceiro trimestre.

 



Dados de 11 países da zona Euro e dados da zona Euro e da União Europeia. (2020)

Planos de recuperação para a Europa

 

Fundo de recuperação e resiliência

Umas das medidas que a União Europeia adotou em 2021 é a utilização do fundo de recuperação e resiliência da UE para impulsionar as economias e fazer face às consequências da pandemia da COVID-19.

A 13 de julho de 2021, os ministros da economia e das finanças da EU adotaram um conjunto de decisões de execução de conselho relativo as aprovações dos planos de resiliência.

Doze países da União Europeia foram os beneficiados tais como: Portugal, França, Eslovénia, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Itália, letónia, Luxemburgo e a Espanha. Eles tiveram luz verde para a utilização destes fundos, com o objetivo de impulsionar a economia devido as consequências da COVID-19.

 Net Generation EU/ Próxima Geração UE

A Comissão Europeia reduziu a previsão de crescimento económico na zona euro, em 2021, de 6,1 para 4,2%. Supõe-se que leve somente dois anos para que a economia europeia se aproxime do nível pré-pandémico.

Para o efeito, os Estados-membros acordaram um pacote histórico de recuperação de 750 mil milhões de euros, chamado Próxima Geração UE”. No qual o fundo inclui 360 mil milhões em empréstimos e 312,5 mil milhões em subvenções.

 

 

 

 

 

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